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		<title>Pai Oxalá e Mãe Janaína</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Aug 2007 01:38:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Soteropolitanos</dc:creator>
				<category><![CDATA[CIDADE]]></category>

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		<description><![CDATA[por Pedro Cavalcanti Perto das 2h da madrugada, movimento incomum em torno dos 110 mil metros quadrados de espelho d’ água na avenida Vasco da Gama. Senhoras vestidas de branco carregam grandes cestas na cabeça, ocupadas por flores, alfazemas, espelhos, pentes, lenços, batons e outros itens da vaidade feminina. Alugam dois barcos: “Pai Oxalá e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdenazare.wordpress.com&amp;blog=1555243&amp;post=29&amp;subd=soteropolitanosdenazare&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>por Pedro Cavalcanti</p>
<p><span style="font-family:arial;"></span><span style="font-family:arial;"></span><a href="http://bp1.blogger.com/_973wIKk3WZc/Rm2tEiDED9I/AAAAAAAAAn8/RUMi-GpByf0/s1600-h/dique+silvana+freire.bmp"><img border="0" src="http://bp1.blogger.com/_973wIKk3WZc/Rm2tEiDED9I/AAAAAAAAAn8/RUMi-GpByf0/s320/dique+silvana+freire.bmp" /></a><span style="font-family:arial;"></span></p>
<p>Perto das 2h da madrugada, movimento incomum em torno dos 110 mil metros quadrados de espelho d’ água na avenida Vasco da Gama. Senhoras vestidas de branco carregam grandes cestas na cabeça, ocupadas por flores, alfazemas, espelhos, pentes, lenços, batons e outros itens da vaidade feminina. Alugam dois barcos: “Pai Oxalá e Mãe Janaína” e “Oxumaré”, guiados por Manoel e Marcelo, seus remadores. Vêem trazer suas oferendas à Oxum, orixá das águas doce, lagos e fontes. Esse Ritual prescede as comemorações do dois de fevereiro, dia de Yemanjá, narra Vítor Menezes Dórea, proprietário dos barcos no Dique do Tororó. Ele esclarece que primeiro é preciso oferecer na água doce, para depois então seguir para o mar. Tradição fortalecida anualmente e, segundo ele, a principal função das embarcações que, há 43 anos, estão sob os seus cuidados. <span id="more-29"></span></p>
<p><span style="font-family:arial;"></p>
<p align="justify">Palco do sincretismo religioso soteropolitano, por sediar a Paixão de Cristo, durante a semana santa, e abrigar símbolos do candomblé, o Dique do Tororó foi construído no século XIX com o represamento do rio Lucaia. Estendia-se desde as proximidades do Campo Grande até a vizinhança do forte do Barbalho.</p>
<p align="justify">Hoje, após vários aterramentos, a partir da década de 40 do século XX, localiza-se no vale entre o Tororó e o Engenho Velho de Brotas. Itinerário percorrido de segunda à sexta-feira por Valdinice, uma babá que utiliza um dos barcos, “Pai Oxalá e Mãe Janaína”, para fazer a travessia, desembolsando R$ 0,50 a cada viagem, “mas vai aumentar pra R$ 1”, alerta Seu Vítor que reclama do baixo movimento: “Agora que passa Lapa do lado de cá ficou mais difícil”. E acrescenta: “Antes da reforma era melhor”, apontando a recuperação do Dique como principal responsável pela queda na demanda de transportes para oferendas. “Hoje o pessoal tem vergonha de oferecer aqui, antes não, era tudo coberto de mato, ninguém via”. Por outro lado, a revitalização trouxe turistas que, a bordo do Oxumaré, podem passear de barco ao custo de R$ 25 para seis pessoas.</p>
<p align="justify">Acompanhados pelo pantheon de oito orixás, entre eles Oxalá (o pai de todos os orixás), Yemanjá (deusa do mar e mãe dos orixás) e Oxum (deusa dos rios, lagos e fontes), os remadores Manoel e Marcelo observam o modo em que estão dispostas as esculturas de orixás do artista plástico Tati Moreno. Formam uma roda, na posição em que os filhos de santo incorporados pelo orixá costumam dançar nos terreiros de Candomblé. Manoel, apesar do ar sisudo, parece crer nas forças superiores para resgatar seu time, o Bahia, da terceira divisão. Dedicação que virou ofício, desde quando passou a trabalhar como cambista no estádio da Fonte Nova.</p>
<p align="justify">A dama de copas curvou-se frente à beleza de Yemanjá. Representada em duas imagens expostas no barco, Janaína, como também é conhecida, observa o movimento das cartas do jogo de buraco. Cotidianamente, senhores aposentados reúnem-se no pequeno cais, escondido por um toldo branco, próximo ao Habib’s, para o carteado. Concentrados, mal percebem a pressa dos seus vizinhos, pessoas de todas as idades que buscam ansiosamente o bem-estar físico. O que, para os jogadores, parece ser uma preocupação distante, denunciada na precisão e na lentidão dos seus gestos.</p>
<p align="justify">“Canastra”, anuncia Seu Chico do Pastel, responsável pela guarda dos barcos à noite. Além de pasteleiro, trabalha nesse ofício há oito anos e reclama da sua situação irregular: “A Conder deveria assinar nossa carteira”, denuncia num tom amistoso. Contrariando o afirmado pelo coordenador de Parques da Conder, Geraldo Matos, que diz não haver nenhum vínculo direto entre o órgão e os barcos de Seu Vítor. Situação que destaca o contraste entre a realidade burocrática e a tradição que Seu Vítor, Seu Chico, Manoel e Marcelo ajudam a manter.<br />
(novembro de 2006)</p>
<p></span></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/29/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/29/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/29/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/29/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/29/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/29/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/29/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/29/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/29/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/29/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/29/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/29/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/29/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/29/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/29/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/29/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdenazare.wordpress.com&amp;blog=1555243&amp;post=29&amp;subd=soteropolitanosdenazare&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Centro Cultural Barroco na Bahia</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Aug 2007 01:36:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Soteropolitanos</dc:creator>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>

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		<description><![CDATA[por Florence Perez Um casarão antigo, com cheirinho de comida alemã vindo de uma cantina no porão, pianos e órgãos, discos, CDS e fitas de música clássica, aliados ao canto barroco vindo do conjunto das vozes de tenores, baixos, sopranos e contraltos. Esse pedacinho da cultura alemã e erudita pode ser encontrado no bairro na [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdenazare.wordpress.com&amp;blog=1555243&amp;post=28&amp;subd=soteropolitanosdenazare&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>por Florence Perez</p>
<p>Um casarão antigo, com cheirinho de comida alemã vindo de uma cantina no porão, pianos e órgãos, discos, CDS e fitas de música clássica, aliados ao canto barroco vindo do conjunto das vozes de tenores, baixos, sopranos e contraltos. Esse pedacinho da cultura alemã e erudita pode ser encontrado no bairro na Saúde. Na cidade dos ritos afros, do samba, do axé carnavalesco, há também espaço para a música clássica. Além de sua arquitetura e ruas do Centro Histórico fazerem referência à época barroca dos séculos XVI e XVII, a cidade baiana ainda conta com o Centro Cultural Barroco na Bahia.<span id="more-28"></span><br />
O projeto tem como objetivos revitalizar e expandir ao público baiano, a música erudita e a arte sacra. O Coral é composto por sessenta integrantes que se apresentam em óperas no Teatro Castro Alves (TCA) e, concertos dominicais e missas solenes na Catedral Basílica de Salvador. ”Tudo começou, em 1987, com um convite do Arcebispo Dom Lucas Moreira Neves e fundei na Alemanha e aqui o Barock in Bahia”, disse Hans Bönisch, fundador e responsável pelo grupo Barroco. Com o apoio do Governo da República Federal da Alemanha e do &#8220;Centro Europeu Schloss Raesfeld&#8221;, Bönisch, conseguiu reformar o casarão que pertenceu ao fundador do jornal A Tarde, Ernesto Simões Filho.<br />
As composições alemãs dão um novo cenário à Salvador. Com harmonia entre baixos e tenores, contraltos e sopranos, os ensaios acontecem todas as segundas e quartas-feiras em um casarão antigo com estilo “art nouveau”, sediado no bairro da Saúde. “Aprecio muito a música e a estética barroca. Como em qualquer movimento artístico, sempre há os prós e contras, mas os concertos baronianos me fazem sentir felicidade em viver. É o meu trabalho, é a minha vida. Gosto de pensar que estou levando aos baianos a cultura erudita”, afirmou Bönisch.<br />
Hans é um estudioso de música clássica. Segundo ele, <a title="Johann Sebastian Bach" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Johann_Sebastian_Bach">Johann Sebastian Bach</a> foi o maior compositor do barroco alemão, e um dos mais importantes da história da música, por ter esgotado todas as possibilidades da música barroca. Sua morte é considerada como o ponto final do Período Barroco.<br />
A música barroca é o estilo musical correlacionado com uma época cultural homônima na Europa. “O barroco é a vitória do indivíduo sobre o coro e é o individualismo na música, é um espetáculo fantástico”, afirma Guilhermina Silva Alves Andrade, integrante e organizadora do projeto Barroco na Bahia.<br />
O desejo de tornar-se tenor<br />
O estudante de música, Pedro Soares Lyra, precisou coragem para largar o curso de engenharia e enfrentar seus familiares para dedicar-se à música clássica. A família tem uma empresa de engenharia e acha que arte não garante uma vida financeira estável. A realidade é dura para quem decide seguir uma carreira sem apoio da família, e fato que torna-se um entrave ainda maior que a desvalorização da música erudita no Brasil. “O grande problema é que em nosso país, o que faz sucesso são outros estilos musicais, a música lírica ainda é uma realidade pouco difundida”, disse Pedro.<br />
No ano passado, quando ainda estava na Faculdade, viu um anúncio no jornal sobre o grupo Barroco na Bahia e resolveu fazer um teste. Ao conseguir entrar no projeto, que tem razão social filantrópica, Pedro pode ter a oportunidade de familiarizar-se com a música barroca. “A grande realização do projeto é proporcionar aos amantes da música clássica, uma chance de seguir a carreira”, disse Guilhermina Andrade.<br />
Colaboradores da Arte<br />
O Centro Cultural Barroco na Bahia conta, principalmente, com o financiamento do governo alemão. O local onde fica a sede do projeto, é também composto pelo Consulado Alemão na Bahia e oferece cursos de inglês e alemão. Há também uma taverna que serve a típica comida alemã e serve como um lugar para reuniões e confraternização dos membros do grupo e para as pessoas curiosas em conhecer a cultura germânica.<br />
Por ser uma entidade sem interesse no arrecadamento de lucros, o Coral depende do patrocínio de governos municipais e empresários interessados em colaborar. O Centro Cultural promove eventos e festas com intuito de arrecadar fundos. “Ainda é muito difícil conseguir ajuda do empresariado. É muito triste saber que a arte sacra e clássica não é tão valorizada no mercado do lucro. Mas contamos com uma importante ajudar e incentivo do TCA e da Catedral”, disse Larissa Lacerda, integrante do coral.<br />
A existência do Coral Barroco da Bahia é uma prova de quão rica e miscigenada é a cultura baiana. Segundo Hans Bönisch, a difusão de projetos culturais deve ser levada ao conhecimento de toda população, com o objetivo de informar, educar e elevar o senso crítico.<br />
(novembro de 2006)</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/28/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/28/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/28/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/28/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/28/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/28/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/28/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/28/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/28/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/28/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/28/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/28/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/28/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/28/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/28/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/28/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdenazare.wordpress.com&amp;blog=1555243&amp;post=28&amp;subd=soteropolitanosdenazare&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Mabel Velloso</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Aug 2007 01:34:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Soteropolitanos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[por Mariana Paiva &#160; Baiana de Santo Amaro da Purificação, a escritora, compositora e professora Mabel Velloso, 70 anos, escolheu o bairro do Tororó para morar. Mabel é mais um talento do clã Velloso: irmã de Caetano e Maria Bethânia, mãe da cantora Belô Velloso, filha de dona Canô. É na rua José Duarte, na [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdenazare.wordpress.com&amp;blog=1555243&amp;post=27&amp;subd=soteropolitanosdenazare&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>por Mariana Paiva</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;">&nbsp;</p>
<p>Baiana de Santo Amaro da Purificação, a escritora, compositora e professora Mabel Velloso, 70 anos, escolheu o bairro do Tororó para morar. Mabel é mais um talento do clã Velloso: irmã de Caetano e Maria Bethânia, mãe da cantora Belô Velloso, filha de dona Canô. <span id="more-27"></span></p>
<p>É na rua José Duarte, na avenida Joana Angélica, perto do Hospital Martagão Gesteira, que Mabel reside, com sua filha e seus dois netos. Para a escritora que nasceu no interior, a vizinhança da sua casa é diferente da que tinha em Santo Amaro: “É egocêntrica, não existe aquela afinidade, aquele companheirismo”. Mesmo assim, a filha de dona Canô escolheu o bairro do Tororó para morar há 28 anos por considerá-lo calmo e tranqüilo, pois transmite a ela um pouco da idéia de estar numa cidade de interior, como uma continuação de sua cidade natal.</p>
<p>O crescimento da cidade e do bairro, que vieram naturalmente com a passagem do tempo, certamente acarretaram alguns problemas à paz que reinava no lugar. A reclamação de Mabel é praticamente a mesma da maioria dos moradores de Salvador: o som alto. “O aspecto negativo de morar aqui é a nova mania de alguns moradores adquiriram de deixar carros com as molas abertas tocando som muito alto, tirando o sossego dos moradores”, conta a compositora. Apesar disto, Mabel não deixa de considerar o Tororó um bairro bom de se morar, e o define como “quieto”.</p>
<p>Mesmo morando em Salvador há tanto tempo, a escritora não esquece suas origens. Recentemente, produziu, junto com a irmã Maria Bethânia, o cd “Brincar de rezar”, para comemorar seus 70 anos, com as vendas revertidas para a igreja de Santo Amaro da Purificação. Foram dez os livros produzidos ao longo de sua carreira, além de seis músicas compostas, gravadas por Belô e Bethânia. Foram quatro livros de contos, quatro infantis e dois de poesia. Mabel terá adaptado para o cinema o seu romance “Janelas” e participa freqüentemente dos saraus do Theatro XVIII, no Pelourinho, em que ocorrem recitais em homenagem a grandes artistas.</p>
<p>Apesar da declarada paixão pela cidade natal, Santo Amaro, que está sempre presente em sua obra e sua vida, isso nunca impediu que ela criasse laços com o bairro onde mora. Foi aos poucos, como Mabel define: “Fui aos poucos me integrando com as ruas, os prédios”. Mas a escritora tem mesmo especial carinho é pelo Dique do Tororó e faz questão de dizê-lo: “Me acostumei também com uma magia que entra em mim por morar perto das águas do Dique”. Será essa a magia que inspira a sua arte?</p>
<p>(junho de 2004)</p>
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		<title>Mouraria dia e noite</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Aug 2007 01:32:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Soteropolitanos</dc:creator>
				<category><![CDATA[CIDADE]]></category>

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<p><a href="http://bp3.blogger.com/_973wIKk3WZc/RhVvRU97j_I/AAAAAAAAAE8/AwM6FVZJfVc/s1600-h/mouraria+paula+froes.bmp"><img src="http://bp3.blogger.com/_973wIKk3WZc/RhVvRU97j_I/AAAAAAAAAE8/AwM6FVZJfVc/s320/mouraria+paula+froes.bmp" border="0" alt="" width="308" height="203" /></a></p>
<p>por Vanessa Mendes</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;">Tranqüilidade. Como um bairro situado no centro da cidade do Salvador, mais precisamente entre a avenida Joana Angélica e Barroquinha, pode ser tão tranqüilo? Pelo menos durante o dia, há uma certa paz que só é quebrada pelo vai e vem dos carros e pedestres. Mas, ao cair da noite, há uma metamorfose completa. O cenário se transforma e a tranqüilidade se quebra por completo. Seus bares se abrem para receber o mais variado público. São trabalhadores, estudantes, funcionários públicos e empresários.<span id="more-26"></span></p>
<p>A vida noturna da Mouraria é singular. Os bares são diferentes dos demais de Salvador. As pessoas se sentam em mesas colocadas nas calçadas e até mesmo na rua. Existe até uma loteria que logo no fim da tarde vira um bar muito movimentado. É a loteria do Sousa, um senhor um pouco fechado que não gosta de falar do seu “bar”. Lá, trabalha Alex, garçom há mais de seis anos. “Gosto de trabalhar aqui. O pessoal que freqüenta é muito legal e as gorjetas são boas”, comenta o garçom. O mais famoso é o bar “Os Internacionais”, que diz ter a melhor lambreta da cidade. É o bar mais procurado pelos freqüentadores do local, onde as pessoas chegam a ficar horas em pé a espera de uma mesa.</p>
<p>O perfil dos freqüentadores da Mouraria é bastante variado. São estudantes, trabalhadores, empresários. A recepcionista Duciléia dos Santos começou a freqüentar o bairro há sete anos, quando trabalhava na Fonte Nova. Hoje, trabalha para uma clínica de fisioterapia no Itaigara, mas toda sexta-feira vai ao “Bar do Souza” encontrar velhos amigos. “Já virou hábito. Tenho que vir colocar o papo em dia. Meu fim de semana só começa quando venho a Mouraria. Só não gosto quando chove”. Já para o estudante Vinícius Lage, que faz cursinho ali perto, a Mouraria é ponto de encontro para outras baladas: “O pessoal marca aqui e quando a turma está completa, partimos para a orla ou Pelourinho”. Os ambulantes aproveitam a movimentação noturna do local e vendem de tudo um pouco: flâmulas, queijos e amendoins.</p>
<p>Fundado no século XVIII, o Largo da Mouraria era a área destinada aos primeiros ciganos que vieram degredados de Portugal pelo Conselho Ultramarino, sendo esta a origem de seu nome, segundo o site do Portal de Salvador. O conjunto de casas antigas dá a sensação de termos voltado no tempo. Principalmente por ter presente ali o Quartel General da 6° Região Militar, com um tanque de guerra recepcionando a todos que passam. Na época da ditadura militar, o quartel foi palco de cenas de tortura, onde vários presos políticos foram aprisionados.</p>
<p>Um lugar tranqüilo durante o dia, tendo o seu silêncio quebrado apenas pelos carros, pelo canto dos pássaros ou pelo “moço do picolé”, que anuncia a sua chegada. Vê-se de tudo naquele largo. Funcionam várias casas comerciais e restaurantes, comitês políticos, escolas, cursinho e até mesmo uma escola de música. Paralelepípedos formam as diversas ruas que permitem uma ligação com a avenida Joana Angélica, sua entrada principal, com a Barroquinha.</p>
<p>Fascinante pode ser a palavra que caracteriza a Mouraria. Pela diversidade que a envolve, pelos seus moradores e freqüentadores que tornam o lugar singular e irreverente. Com sua simpática arquitetura e a atmosfera que a envolve, quem vai a Mouraria sempre volta. Mesmo porque, no centro da cidade, todos os caminhos levam até ela.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;">(junho de 2004)</p>
<p>&nbsp;</p>
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<p><img src="http://bp2.blogger.com/_973wIKk3WZc/RhVwKE97kBI/AAAAAAAAAFM/lcgnCKkRWFU/s320/mouraria+paula+santos.bmp" border="0" alt="" /></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/26/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/26/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/26/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/26/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/26/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/26/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/26/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/26/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/26/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/26/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/26/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/26/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/26/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/26/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/26/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/26/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdenazare.wordpress.com&amp;blog=1555243&amp;post=26&amp;subd=soteropolitanosdenazare&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Vendedor de picolés e de sonhos</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Aug 2007 01:31:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Soteropolitanos</dc:creator>
				<category><![CDATA[PERFIS]]></category>

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		<description><![CDATA[por Renata Borges  &#160; Aos 51 anos, Antonio Pereira dos Santos já pode dizer que fez de tudo um pouco, um dia. Rodoviário aposentado, “Seu Antonio” , como é chamado, teve que procurar uma outra profissão para poder sustentar seus oito filhos, virou então vendedor de ferro-velho, mas não era bem o que queria, foi [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdenazare.wordpress.com&amp;blog=1555243&amp;post=25&amp;subd=soteropolitanosdenazare&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">por Renata Borges </p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Aos 51 anos, Antonio Pereira dos Santos já pode dizer que fez de tudo um pouco, um dia. Rodoviário aposentado, “Seu Antonio” , como é chamado, teve que procurar uma outra profissão para poder sustentar seus oito filhos, virou então vendedor de ferro-velho, mas não era bem o que queria, foi vender sonho (um tipo de pão doce) descobriu assim a sua vocação: vendedor. Os negócios como vendedor de sonhos não renderam muito, por isso no limiar da crise foi vender picolé em porta de colégios e alguns bairros. A empreitada deu tão certo que Antonio vende picolé já há 25 anos.<span id="more-25"></span> </p>
<p align="justify">Ao ouvir o sino que Seu Antonio traz consigo, as pessoas parecem se encantar. Basta chegar para que todos se aproximem querendo comprar um picolé. “Compro na mão dele desde pequenininha, hoje já estou no terceiro ano e continuo comprado, não sei o que vou fazer quando acabar as aulas. Venho aqui só para matar as saudades”, disse Roberta Veloso. O picolé vendido por este homem deve ter sabor especial, pois parece que ele seduz a todos. Conhecedor das crianças, Seu Antonio tem até um truque para chamar clientes: “Faço sorteio de picolé. As crianças entram na fila, distribuo papel e quem tiver sorte ganha um picolé de graça”, conta o vendedor.</p>
<p align="justify">Mas este não é o único encantamento que faz. Na compra de um picolé, o cliente ainda pode ter o palito premiado, o que vai dar direito a outro inteiramente grátis. O sucesso de Antonio não está restrito apenas a porta de colégio. Por onde passa chama a atenção de uma legião de admiradores. “Eu conheço Seu Antonio desde pequeno, ele vende picolé lá no meu bairro. Ele é responsável pela lembrança gostosa da minha infância. Até hoje quando escuto o sininho tocar, saio correndo para comprar. Pareço uma criança”, conta Luiz Carlos Ribeiro, morador do Cabula, um dos bairros que o vendedor atende.</p>
<p align="justify">“Todos os dias saio de casa às 8h e vou abastecer a minha caixa no Bonocô, de lá venho para cá (Nazaré). Fico aqui na praça das 11h45 às 12h30, que é quando acabam os picolés. Daqui vou em casa almoço e volto para reabastecer e então sigo para o Cabula, Doron, Narandiba que são pontos onde já tenho uma clientela garantida”, explica Seu Antonio, enquanto atende aos seus clientes.</p>
<p align="justify">Casado há mais de vinte anos, o vendedor tem como seu maior tesouro a família. “São 8 filhos todos adultos, o mais velho tem 26 e o mais novo 18 anos. O maior orgulho de Seu Antonio é ter criado seus filhos vendendo picolé: “Quem não tem os segundo grau, foi porque não se interessou, dei a todos a chance de estudar”, conta o vendedor. Ele ainda fala com maior orgulho da filha que ingressou recentemente na UFBA, e está fazendo o curso Letras. Antonio vê na mulher, Leda, sua maior aliada. Ele a define como a fortaleza que rege sua vida.</p>
<p align="justify"><strong>Fazedor de sonhos</strong></p>
<p align="justify">Seu Antonio é lembrado pela maioria de seus clientes como o tio que sempre está brincando para poder vender seu picolé, e assim ele cresceu junto à memória de seus fregueses mais antigos. Não é difícil encontrar um cliente que ele não reconheça, se não sabe o nome, lembra sempre de algo marcante que o cliente fez. Sidney Roberto conta que Seu Antonio é um manipulador de mentes infantis e explica que não conhece ninguém que tenha a metade da capacidade de fazer envolver como a dele. Sendo um fazedor de sonhos, este homem também acalentava um que guardou durante um bom tempo de sua vida, que era o de ser professor: “Meu sonho era ensinar, adoro lidar com a mente, principalmente de crianças. Quando mais jovem não tive a oportunidade de estudar, mas depois que formei meus filhos tomei coragem e entrei na escola”.</p>
<p align="justify">Aos 38 anos, ele concluiu o segundo grau e realizou o sonho de ter um diploma. Antonio afirma que não irá parar por aí e planeja fazer uma faculdade por que, antes de morrer, ainda vai ser um professor. “Mas tudo isso ainda vai demorar um tempo. Se terminei o segundo grau com trinta e oito anos, por que não posso cursar uma faculdade ao sessenta?”.</p>
<p align="justify">(junho de 2004)</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/25/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/25/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/25/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/25/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/25/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/25/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/25/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/25/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/25/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/25/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/25/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/25/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/25/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/25/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/25/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/25/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdenazare.wordpress.com&amp;blog=1555243&amp;post=25&amp;subd=soteropolitanosdenazare&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Além das linhas do campo</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Aug 2007 01:26:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Soteropolitanos</dc:creator>
				<category><![CDATA[ESPORTE]]></category>

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		<description><![CDATA[por Patrícia Trigueiros Capacidade, 100 mil espectadores, mas já comportou quase 110.500 pessoas. Seu tamanho, 110 metros por 75. Inaugurado em janeiro de 1951, já recebeu muitos “craques” de bola – como Pelé, Zico, Romário – e seleções importantes. Essas são algumas características de um dos maiores estádios de futebol do Brasil, o Octávio Mangabeira, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdenazare.wordpress.com&amp;blog=1555243&amp;post=24&amp;subd=soteropolitanosdenazare&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">por Patrícia Trigueiros</p>
<p align="justify">Capacidade, 100 mil espectadores, mas já comportou quase 110.500 pessoas. Seu tamanho, 110 metros por 75. Inaugurado em janeiro de 1951, já recebeu muitos “craques” de bola – como Pelé, Zico, Romário – e seleções importantes. Essas são algumas características de um dos maiores estádios de futebol do Brasil, o Octávio Mangabeira, situado em Salvador, na ladeira da Fonte das Pedras, no bairro de Nazaré. A Fonte Nova – como é mais conhecido – foi e continua sendo o palco de grandes clássicos, de belos lances e de grandes shows. Porém, existe um outro lado deste “gigante” que é pouco abordado publicamente. O que poucas pessoas sabem é que o estádio, além de sediar um colégio público, também comporta o “Programa Faz Atleta”, oferecendo de forma gratuita cerca de 20 práticas esportivas à população interessada.<span id="more-24"></span></p>
<p>O que ocorre na Fonte Nova, além das linhas do campo de futebol é de fundamental importância para a população, principalmente a de baixa renda, que depende deste espaço para conseguir praticar atividades físicas, como basquete, natação, ginástica olímpica, para os mais jovens, e dança de salão e ginástica para o pessoal da terceira idade. Para Maria Helena, esta é a melhor maneira de sua filha fazer algum exercício. Ela matriculou a menina no curso de dança moderna, no turno da tarde, mas outro esporte interessava mais a Maria: “Gostaria mesmo que minha filha estivesse na natação. Mas, são poucas vagas e a SUDESB dá prioridade aos alunos da casa”. Este realmente é um dos grandes problemas das escolinhas.</p>
<p>Apesar do grande número de participantes do projeto (mais de cinco mil), a Superintendência de Desportos da Bahia (SUDESB) não consegue atender a todos os interessados, porque às vezes faltam os equipamentos, professores ou até mesmo o tempo não é suficiente para atender a todos, por isso as pessoas acabam se matriculando em outros esportes.</p>
<p>O diretor deste departamento da SUDESB, Jorge Vital, acredita que mesmo tendo o número de vagas limitadas, o projeto serve de excelência na preparação e surgimento de talentos esportivos. E ressalta que: “Essas atividades possuem dois objetivos claros, que é o aproveitamento do jovem com parte do tempo ocioso e oportunizar o crescente aumento de atletas, profissionalizando cada vez mais o esporte baiano”. Jorge também afirma que o programa tem o cunho mais educativo e social do que competitivo. E acrescenta que podem participar do projeto crianças e adolescentes de 7 a 17 anos, idosos e portadores de necessidades especiais (estes são mais de trezentos do grupo total).</p>
<p>Ele também acredita que o “Programa Faz Atleta” – uma parceria do Governo Estadual com a SUDESB – é uma oportunidade única para as pessoas de baixa renda ter acesso a esportes considerados caros, como judô, karatê, yoga, “full contact” e ginástica olímpica, pois esses dependem de equipamentos, como tatame, quimono, trave de equilíbrio, trampolim, mesa de saltos ou “cavalo”, e principalmente de profissionais qualificados. Além de ser um projeto gratuito, ele também “concede” bolsas aos interessados em se dedicarem mais ao esporte ou estágios, para as pessoas que estão aptas a ensinar determinados esportes.</p>
<p><strong>Escola e esporte</strong><br />
O estudante Joaquim Amorim é um dos jovens que alia o esporte que ele gosta – atletismo – com o colégio, já que ambos funcionam na Fonte Nova. “De tarde eu estou correndo e de noite vou assistir à aula”, afirma. Joaquim é mais um dos 66 atletas e mais um dos 1.657 alunos do Colégio Estadual da Fonte Nova, localizado embaixo de uma das arquibancadas do estádio. E como é ser estudante de um colégio que fica dentro de um estádio de futebol? “Ótimo”, diz o jovem, pois ele, como torcedor time do Bahia, pode “acompanhar” de perto as vitórias do seu time.</p>
<p>Entretanto, para a diretora do colégio, Esmeralda Lene, estar “em meio” a um jogo de futebol é muito complicado. “Às vezes não podemos dar aula à noite porque os guardas não deixam os alunos e os professores passarem para a escola”, afirma Esmeralda. E acrescenta que, outras vezes, não há aula porque, por ser um jogo mais intenso em número de público, o barulho da torcida e o tremor da arquibancada são os grandes complicadores. Ela também conta que esse ano está sendo muito difícil para os alunos da noite, já que a SUDESB não passou o calendário, e por isso o calendário acadêmico ficou prejudicado.</p>
<p>Mas, apesar dos “problemas”, a diretora diz que é um bom local de trabalho, e esclarece que o colégio não tem nada a ver com o estádio, apesar de ocupar um pedaço dele. Nos últimos anos, vem melhorando a parceria da SUDESB com a escola, cedendo alguns espaços, como a pista de atletismo que o estudante Joaquim, citado acima, utiliza para se exercitar.E, portanto, em meio a este grandioso complexo, possuindo uma história marcada por tantos lances e jogadas habilidosas do espetáculo do futebol, onde podemos encontrar também um espaço para crianças, jovens e idosos praticar o lazer e cuidar da saúde.<br />
(junho de 2004)</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/24/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/24/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/24/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/24/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/24/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/24/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/24/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/24/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/24/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdenazare.wordpress.com&amp;blog=1555243&amp;post=24&amp;subd=soteropolitanosdenazare&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O último dos moicanos</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Apr 2007 20:55:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Soteropolitanos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#160; por Raphael Carneiro Fotos: Romildo de Jesus Já imaginou o maior símbolo de um esporte sendo barrado no templo em que se consagrou? Ou melhor, já passou por sua cabeça que um dia Edson Arantes do Nascimento, o Pelé &#8211; sim, ele mesmo, o &#8220;Rei do Futebol&#8221;, o atleta do século -, fosse barrado [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdenazare.wordpress.com&amp;blog=1555243&amp;post=23&amp;subd=soteropolitanosdenazare&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><a href="http://bp3.blogger.com/_973wIKk3WZc/RiQRqU4MY5I/AAAAAAAAAH0/EwYY4lIUx7E/s1600-h/seu-souza2.gif"><img border="0" src="http://bp3.blogger.com/_973wIKk3WZc/RiQRqU4MY5I/AAAAAAAAAH0/EwYY4lIUx7E/s320/seu-souza2.gif" /></a></p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">por Raphael Carneiro<br />
Fotos: Romildo de Jesus</p>
<p align="justify">Já imaginou o maior símbolo de um esporte sendo barrado no templo em que se consagrou? Ou melhor, já passou por sua cabeça que um dia Edson Arantes do Nascimento, o Pelé &#8211; sim, ele mesmo, o &#8220;Rei do Futebol&#8221;, o atleta do século -, fosse barrado na porta de um estádio de futebol? Pois isso aconteceu, e aqui em Salvador, no estádio Octávio Mangabeira, a Fonte Nova.</p>
<p align="justify">Seria louco aquele que não permitiu a entrada de Pelé na Fonte Nova? Não. Definitivamente não. O autor dessa façanha é apenas um porteiro que se orgulha de cumprir bem duas funções (e põe bem nisso). Seu Souza, como é conhecido, tem 88 anos de vida e há 53 cuida do portão 3, aquele que dá acesso aos trabalhadores da imprensa no maior estádio de futebol do estado.</p>
<p><span id="more-23"></span></p>
<p align="justify">Perguntar por seu Souza aos jornalistas esportivos é sempre a certeza de uma boa história como resposta. Desde o esquecimento do nome das pessoas em questão de horas, até a situações como a citada acima, quando Pelé não pôde entrar na Fonte Nova. &#8220;Pelé não é da imprensa. Ele não pode entrar aqui. Não tinha nenhum crachá dizendo que era da imprensa, então não deixei entrar mesmo não. E não deixaria hoje&#8221;, se defende o porteiro.<br />
Pelé foi apenas mais uma das pessoas que não pôde entrar na Fonte Nova. A história com o &#8220;Rei do Futebol&#8221; foi simples. Sem querer comprar ingresso, Pelé tentou entrar no estádio pelo portão destinado à imprensa. No entanto, Pelé não contava que iria encontrar Seu Souza pela frente. Assim, Pelé só conseguiu entrar no estádio após meia hora de conversa, mas, por outra entrada.</p>
<p align="justify">Apesar de todo o rigor com seu trabalho, Seu Souza não se define como uma pessoal carrancuda. &#8220;Eu apenas cumpro com minhas funções quando estou aqui na Fonte Nova. Esse é o meu papel, mas sou uma pessoa tranqüila&#8221;, garante. Para muitos, o rigor atual do porteiro tem uma razão: a idade avançada. Na beira dos 90 anos, alguns jornalistas já cobram a aposentadoria do famoso funcionário da Superintendência de Desportos do Estado da Bahia (Sudesb).</p>
<p align="justify">E realmente a idade já começa a influenciar no trabalho dele. A prancheta que segura já não é mais o suficiente para sustentar os papéis que leva para cada jogo. Não é difícil vê-lo perdido em meio a essa papelada. Por causa disso, a Sudesb já providenciou um ajudante para auxiliá-lo.<br />
<strong><br />
Ritual</strong><br />
E a cena se repete a cada partida. Com sua prancheta, Seu Souza aguarda a chegada dos jornalistas que irão trabalhar no dia. De cara fechada, como a de quem tem poucos amigos, ele vai riscando a numeração de cada profissional que passa.</p>
<p align="justify">Mas, o sorriso logo aparece no rosto quando fica sabendo que será tema de uma matéria. “Ah sim, reportagem comigo? Pode fazer sim”. E nesse momento todo o rigor do trabalho é deixado de lado. Seu Souza se esquece do serviço, dá as costas para a catraca e deixa seu ajudante meio desnorteado.</p>
<p align="justify">Mesmo com toda a euforia para conceder a entrevista, enganou-se quem pensou que ele iria liberar a entrada de qualquer um. Era só um jornalista chegar para ele interromper a conversa e ir logo barrando: “Epa, vai pra onde? Cadê a sua ABCD (carteira da Associação Bahiana de Cronistas Desportivos)?”.</p>
<p align="justify">Uma hora ou outra uma discussão mais ríspida. “Eu vim aqui para trabalhar e você não quer deixar”, dizia uma repórter. Mas seu Souza era irredutível: “Só entra aqui com a carteira”. Apesar da aparente fragilidade que demonstra, ele comentou que nesse meio século de trabalho ali nunca foi vítima de uma agressão. “Quando o pessoal se exalta, eu chamo logo os seguranças. Não sou besta não!”, se gaba.</p>
<p align="justify"><a href="http://bp3.blogger.com/_973wIKk3WZc/RiQSVU4MY8I/AAAAAAAAAIM/n_1K8nIzlX0/s1600-h/seu-souza.gif"><img border="0" align="left" src="http://bp3.blogger.com/_973wIKk3WZc/RiQSVU4MY8I/AAAAAAAAAIM/n_1K8nIzlX0/s320/seu-souza.gif" /></a>Quanto ao lado familiar, ele prefere não falar muito. Apenas afirma que vive bem com sua família, que “o que interessa aqui é o trabalho na Fonte Nova”. Nesse momento, mais um jornalista chega e a entrevista é interrompida mais uma vez. “Boa tarde, qual o número?”, pergunta o porteiro. “429”. “Ok. Pode entrar”, diz Seu Souza, antes de questionar: “O que eu estava falando mesmo?”.</p>
<p align="justify">Para ele, em uma fase avançada da vida, quando já começa a perder a lucidez em alguns momentos, o que lhe faz feliz é contar algumas histórias por quais passou. Antes de acabar o encontro, ele faz questão de contar mais uma de suas “aventuras”, dessa vez com o jornalista Luciano do Vale.</p>
<p align="justify">Segundo seu Souza, Luciano, narrador da Band, estava passando um período em Salvador. Como havia jogo na Fonte Nova, o jornalista resolveu assistir e, naturalmente, tentou entrar pelo portão destinado à imprensa.</p>
<p align="justify">“Ele chegou aqui pensando que iria entrar. Ele estava de bermuda. Vê se pode? Aqui só entra de calça”, conta seu Souza. Assim, a solução encontrada por Luciano do Vale foi comprar um ingresso e assistir o jogo nas arquibancadas da Fonte Nova. “Ele comprou o ingresso, veio aqui, me agradeceu e entrou no estádio. No outro dia, ele me elogiou na imprensa escrita, na televisão e no rádio. Até em rede nacional o Luciano me elogiou”, orgulha-se.</p>
<p align="justify">Pessoas como Seu Souza estão cada vez mais difíceis de serem encontradas nos dias de hoje. Em época que a corrupção toma conta do país, chega ser um alívio saber que trabalhadores tão corretos ainda existem no Brasil, o último dos moicanos.</p>
<p align="justify">Caxias? Nem tanto. Seu Souza é apenas um profissional exemplar, que pela maneira de exercer sua profissão ganhou o reconhecimento de todos aqueles que o conhecem ou precisam passar por ele a cada jogo na Fonte Nova. Barrados ou não, eles sempre entendem a função daquele simples porteiro, que, por alguns instantes, determinou onde uma das maiores personalidades do país poderia ou não entrar.</p>
<p align="justify">(junho de 2006)</p>
<p align="justify"><img border="0" src="http://bp1.blogger.com/_973wIKk3WZc/RiQSx04MY9I/AAAAAAAAAIU/gpt-l1dHcHI/s320/seu-souza3.gif" /></p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/23/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/23/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/23/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/23/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/23/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/23/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/23/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/23/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/23/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdenazare.wordpress.com&amp;blog=1555243&amp;post=23&amp;subd=soteropolitanosdenazare&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Bairro de família</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Apr 2007 20:52:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Soteropolitanos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[por Renata Borges  Tido por seus fiéis moradores como o bairro mais bem localizado de Salvador, Nazaré é um bairro atípico. Sem final de linha, ele se equilibra no meio do caminho de outros bairros &#8211; o Barbalho e o centro da cidade -, mas se orgulha de possuir uma infra-estrutura que outros bairros não [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdenazare.wordpress.com&amp;blog=1555243&amp;post=22&amp;subd=soteropolitanosdenazare&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><a href="http://bp1.blogger.com/_973wIKk3WZc/RhVq6097j3I/AAAAAAAAAD8/KFOoC4GHLv4/s1600-h/praca+renata+borges.bmp"><img border="0" src="http://bp1.blogger.com/_973wIKk3WZc/RhVq6097j3I/AAAAAAAAAD8/KFOoC4GHLv4/s320/praca+renata+borges.bmp" /></a></p>
<p align="justify">por Renata Borges </p>
<p align="justify" style="text-align:justify;margin:0;" class="MsoNormal">Tido por seus fiéis moradores como o bairro mais bem localizado de Salvador, Nazaré é um bairro atípico. Sem final de linha, ele se equilibra no meio do caminho de outros bairros &#8211; o Barbalho e o centro da cidade -, mas se orgulha de possuir uma infra-estrutura que outros bairros não possuem. De lá, se pode ir aos mais diversos lugares. A pé, dá para ir a Piedade, Barris, Pelourinho, Saúde. De ônibus, basta querer chegar a qualquer lugar. <span id="more-22"></span></p>
<p align="justify">Nazaré tem de tudo: de grandes colégios tradicionais às mais simples barracas de camelô; de velhas casas em ruínas a mansões bem conservadas. Lá estão localizados grandes hospitais como o Santa Izabel; o Santa Luzia, especializado em olhos; o antigo Hospital Naval, hoje Oswaldo Luz, especializado em queimaduras; as maternidades Climério de Oliveira e Manoel Vitorino e o Colégio Salesiano. No centro de tudo isso, está a biblioteca Monteiro Lobato e a praça Almeida Couto.</p>
<p align="justify">Instalado há dezoito anos em uma banca de revista, que fica no fundo da biblioteca, e quase em frente ao Salesiano, está Luiz Gonzaga, 56 anos. “Vi esta praça passar por grandes mudanças: boas e ruins”, disse o vendedor. Ele afirma já ter visto de tudo, bêbados, malucos, marginais, pessoas de bem. Todo tipo de ser humano que pode passar por uma praça. Gonzaga lembra que há dez anos atrás a praça estava quase impraticável de freqüentar: “Os mendigos e pivetes moravam aqui, além dos malucos. Aqui mesmo eles faziam de tudo: comiam, dormiam e faziam suas necessidades. Depois que cercou a praça, nunca mais ficou aquele mau cheiro”, conta.</p>
<p align="justify">Praça, biblioteca, grandes hospitais, uma boa vizinhança, o que mais poderia faltar a este bairro? Policiamento. O jornaleiro conta que já presenciou várias cenas de assalto, dos mais simples até os que tiveram desfechos inesperados. No passado, o problema da segurança era maior, pois quem habitava a praça eram marginais. Considerado ainda hoje um lugar perigoso, a praça Almeida Couto ainda traz algo de interior, afinal, nem só de infelicidades vive uma praça.</p>
<p align="justify">Ali ainda é possível ver casais de namorados, crianças brincando, figuras inusitadas como um velho médico que já nem enxerga mais direito e ainda trabalha no hospital Manoel Vitorino, o soldado Jackson, que todos os dias pega jornais e revistas emprestado para ler durante seu plantão, dentre outras pessoas que passam por lá e já têm com o jornaleiro um relacionamento de amigo.</p>
<p align="justify">Localizada em frente ao Hospital Santa Izabel está a biblioteca Monteiro Lobato, voltada para o público infantil. Em outros tempos se encontrava impedida de atender a pesquisas devido ao grande número de marginais que habitava a área. “Até hoje aqui tem muito marginal, não há policiamento. Os malandros ficam aqui perambulando e intimidando as pessoas que passam”, afirma o técnico em radiologia Nerivaldo Portugal, que trabalha há cinco anos no Hospital Santa Izabel e se mostrou surpreso ao ver famílias passeando na praça como há muito tempo não via. Lotado na 2ª Companhia Independente da Polícia Militar,o soldado Jackson afirma que a situação no local já foi pior, que hoje se pode até sentar na praça para se tomar um sorvete.</p>
<p align="justify">As praças perderam a sua função de diversão e passaram a ser sinônimo de morada de mendigos e marginais o que fez com que moradores e admiradores da vida também abandonassem esses momentos de apreciação. Tudo isso é apontado por muitos que afirmaram passear por lá em outros tempos. Moradora há 33 anos do bairro, a dona de casa Ivete Paraíso conta que a praça era um lugar maravilhoso de passar as tardes, pois ainda com pouco comércio não havia tantos marginais. “O prédio onde moro tem 55 anos de construído, foi o primeiro edifício daqui de Nazaré. Vi todos os progressos e retrocessos que o bairro sofreu”, disse Ivete. A dona de casa ainda conta que a casa do governador Hélio Machado é hoje um supermercado. Segundo sua descrição, era uma casa verde e bela, com um jardim muito bonito, mas o progresso destruiu para construção de um prédio comercial.</p>
<p align="justify">Em se falando dessa praça a maioria das pessoas que a utilizam parece entrar em um consenso: que ela está bela, mas precisa de segurança. Este parece ser o principal problema da população que habita e desfruta da praça Almeida Couto, que aliás possui algumas curiosidades como possuir no centro uma estátua de D. Pedro II e, em outro canto da praça, um busto pequeno do Conselheiro Almeida Couto, que ninguém sabe quem foi.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify"><a href="http://bp2.blogger.com/_973wIKk3WZc/RhVrXE97j4I/AAAAAAAAAEE/z-OST21CNN8/s1600-h/banca+renata+borges.bmp"><img border="0" align="left" width="271" src="http://bp2.blogger.com/_973wIKk3WZc/RhVrXE97j4I/AAAAAAAAAEE/z-OST21CNN8/s320/banca+renata+borges.bmp" height="212" /></a></p>
<p><a href="http://bp2.blogger.com/_973wIKk3WZc/RhVrXE97j4I/AAAAAAAAAEE/z-OST21CNN8/s1600-h/banca+renata+borges.bmp"></a></p>
<p align="justify"><a href="http://bp2.blogger.com/_973wIKk3WZc/RhVrXE97j4I/AAAAAAAAAEE/z-OST21CNN8/s1600-h/banca+renata+borges.bmp"></a></p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
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<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/22/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/22/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/22/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/22/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/22/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/22/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/22/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/22/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/22/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/22/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/22/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/22/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/22/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/22/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/22/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/22/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdenazare.wordpress.com&amp;blog=1555243&amp;post=22&amp;subd=soteropolitanosdenazare&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Muito mais que uma padaria</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Apr 2007 20:50:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Soteropolitanos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[por Vanessa Baldacci     Comprar o pão do café da manhã ou fazer um lanche à tarde parece uma simples atividade diária. Mas, para alguns moradores do bairro de Nazaré, essa é uma das melhores partes do dia, pois, é na padaria Panini Delicatessen que, além de encontrar salgados fresquinhos, a população local aproveita para [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdenazare.wordpress.com&amp;blog=1555243&amp;post=21&amp;subd=soteropolitanosdenazare&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><a href="http://bp2.blogger.com/_973wIKk3WZc/RhVs9E97j6I/AAAAAAAAAEU/YrlplL0R0fc/s1600-h/padaria+priscila+caribe.bmp"><img border="0" src="http://bp2.blogger.com/_973wIKk3WZc/RhVs9E97j6I/AAAAAAAAAEU/YrlplL0R0fc/s200/padaria+priscila+caribe.bmp" /></a></p>
<p align="justify">por Vanessa Baldacci  </p>
<p> <br />
Comprar o pão do café da manhã ou fazer um lanche à tarde parece uma simples atividade diária. Mas, para alguns moradores do bairro de Nazaré, essa é uma das melhores partes do dia, pois, é na padaria Panini Delicatessen que, além de encontrar salgados fresquinhos, a população local aproveita para colocar os papos em dia e acaba tornando aquele lugar em um ponto de encontro, onde as fofocas e as amizades surgem involuntariamente.</p>
<p><span id="more-21"></span></p>
<p>Situada entre o Colégio Salesiano e a praça de Nazaré, a padaria já chega aos seus sete anos de existência e é um lugar bastante frequentado pela população local. Os moradores sabem aonde ir quando querem reencontrar os amigos, vizinhos ou jogar conversa fora. De acordo com o dono do estabelecimento, Valnei Barbosa, o local serve como um entretenimento para a população. “As pessoas não vem aqui apenas para lanchar ou tomar um cafezinho, muitas vezes elas vem só para socializar com a comunidade e nem sempre consomem os produtos”, garantiu.</p>
<p>Segundo ele, os horários mais cheios e de maior buxixo são ao meio dia e no final da tarde. Ele diz que, ao meio dia, o local é mais freqüentado pelos alunos do Colégio Salesiano e do Coração Sagrado de Jesus, que se situam próximo da padaria. “Os estudantes sentam-se em grupo, conversam, conhecem outras pessoas, fazem muito barulho, mas é um barulho agradável”, afirmou Barbosa, dizendo ser um grande fã dos adolescentes.</p>
<p><a href="http://bp2.blogger.com/_973wIKk3WZc/RhVthE97j7I/AAAAAAAAAEc/4fkHkQfqoyY/s1600-h/padaria+priscila+caribe2.bmp"><img border="0" src="http://bp2.blogger.com/_973wIKk3WZc/RhVthE97j7I/AAAAAAAAAEc/4fkHkQfqoyY/s200/padaria+priscila+caribe2.bmp" /></a></p>
<p align="justify">A Panini não é apenas uma simples padaria, é um local que proporciona um certo entrosamento entre os membros da comunidade. Há quem ouse dizer que o ambiente tem o mesmo efeito da praça. “A praça é um lugar onde as pessoas param para descansar e conversar, a padaria não é uma praça, mas tem o mesmo efeito, pois todos compartilham seus problemas, dúvidas e alegrias”, afirmou a estudante de 16 anos do Colégio Salesiano, Alles Falcão.</p>
<p>A afirmação de Alles tem fundamento, pois, basta seguir em frente e encontraremos a enorme praça que fica no bairro e em frente ao Colégio Salesiano. Mas a maioria dos clientes da delicatessem garantem que preferem ir para a Panini ao invés da praça. “Alguns colegas vão para a praça no intervalo de aulas, mas eu prefiro vir para cá, pois já conheço muita gente e sei quem vou encontrar”, concluiu Allen.</p>
<p>Mas não é só de buxixo e fofocas que vive a padaria. Além dos momentos de recreação, a delicatessen oferece à sua clientela receitas deliciosas e tradicionais que dão água na boca. De acordo com Mércio de Souza Soares, gerente do estabelecimento que trabalha no local há cinco anos, o produto mais procurado é o pão francês. Em seguida vem o pão doce, recheado, de leite, de milho e de batata. Bolos de aipim, carimam, chocolate, milho e de ovo também são servidos e bastante consumidos. Soares garante as receitas são exclusivas e caseiras.</p>
<p>Quem optar por um sanduíche vai ficar na dúvida entre qual escolher. São inúmeras as variedades: queijo, misto, ovo e salada, mortadela, calabresa, americano, especial, dentre outros. Os doces caseiros são famosos e sujeitos a encomenda. Mércio afirma que cerca de 40% das vendas dos doces são feitos para atender pedidos. “Pessoas que tem família que moram fora levam muito esses doces e encomendam uma grande quantidade quando vão visitá-los”, explicou.</p>
<p>Quem quiser variar o cardápio pode optar por uma coxinha de frango, saltenha de carne, bolinho de bacalhau, pastel e até mesmo pela especialidade da casa, o sonho. Saboroso e exagerado para seu tamanho regular, o doce é vendido a R$0,60, preço reduzido para entrar no orçamento da clientela, que em sua maioria faz parte da classe média baixa.<br />
Soares conta que se compararmos os produtos da padaria em Nazaré e de outra que fica na Pituba, por exemplo, ficará clara a diferença de preços. “Tudo varia de acordo com o poder aquisitivo da população local. Se copiássemos os preços de uma padaria em bairro mais nobre, certamente não atenderíamos à demanda e venderíamos muito menos”, disse.</p>
<p>Com o pão cacetinho, como é mais conhecido, sendo vendido a R$0,20 e um cafezinho a R$0,30, fica fácil apreciar a primeira refeição do dia sem gastar muito. Soares afirma que, logo que abre as portas, às 6:30h do dia, já encontra fregueses sentados à espera dos serviços. “Aqui sai de café da manhã à lanche da noite, o pique não pára”, explicou.</p>
<p>Porém, quem tiver vontade de tomar uma cervejinha terá que se dirigir para outro lugar, pois na delicatessen de seu Valnei é proibida a venda de bebidas alcoólicas. O motivo, diz o dono, é o fato de não querer transformar o local em reunião para os biriteiros de plantão, que podem se exaltar e afastar a clientela. “Nada contra os que gostam de tomar umas e outras de vez em quando, mas, como aqui é um lugar freqüentado também por idosos e crianças, evito esse tipo de contato para não assustá-los”. Para Barbosa, a restrição às bebidas alcoólicas é o que permite ao seu estabelecimento atrair todos tipos de pessoas e idades.</p>
<p>Já estabilizado no mercado, seu Valnei, como é carinhosamente chamado, cuida de sua delicatessen com muita dedicação e cuidado. Segundo ele, a loja nunca passou por uma crise financeira muito forte. “Por mais pobre que a pessoa esteja, ela nunca vai deixar de comer, pode até economizar em outras coisas, mas não em alimentos”, garantiu.<br />
A Panini, que completa oito anos ainda em 2004, surgiu para atender a uma população que estava cansada de ter apenas o Bompreço como opção para fazer as compras. “Tínhamos que enfrentar filas só para comprar um pão e um queijo, não era justo”, completou a aposentada Jazira Gil.</p>
<p>Sendo a única padaria de Nazaré, segundo a população local, Barbosa diz que, de tanto ouvir as reclamações de pessoas do bairro, decidiu transformar sua casa de ferragens, que já não ia muito bem, em uma padaria. A mudança foi positiva e deu origem ao atual estabelecimento. Seu Valnei conta que a criação da Panini Delicatessen transformou sua vida, e garante: “As reclamações diminuíram e o povo ficou muito mais satisfeito”.</p>
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		<title>Pneus nos pés</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Apr 2007 20:48:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Soteropolitanos</dc:creator>
				<category><![CDATA[PERFIS]]></category>

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<p align="justify">por Lícia Santos <br />
 <br />
 <br />
Há mais de 25 anos no ramo das sandálias, João Batista Nery, mais conhecido como João das Sandálias, começou a produzir os famosos chinelos de pneu a partir dos seus 14 anos de idade, Hoje, aos 39 anos, não pretende parar de fabricá-las tão cedo. É do seu trabalho manual e rotineiro, que Nery sustenta a família. Ele vive, exclusivamente, em função das produções e vendas dos chinelos de pneu. João das Sandálias é bastante reconhecido pelo trabalho de reciclagem que vem fazendo.<span id="more-20"></span> </p>
<p>Os chinelos de pneus ficaram bastante conhecidos no Brasil na chamada era hippie dos anos 70, quando as pessoas aderiram ao uso desse tipo de sandálias. Uns 10 anos após essa epidemia foi que surgiu para João e seus amigos a idéia de fazer os chinelos, no Vale do Capão. Nery conta que ele e os amigos resolveram construir alguns quiosques de sapé e que essa espécie de planta os furava. Para solucionar esse problema, o artesão e seus amigos resolveram reaproveitar os pneus que, aparentemente, não serviam para mais nada e criaram as sandálias. A partir daí o artesão passou a dedicar-se à fabricação dos chinelos de pneu, pois todas as pessoas que as viam queriam um par.</p>
<p>Quando o artesão saiu do Vale do Capão, com destino à Salvador, tinha a intenção de só acompanhar a sua irmã Aracildes Nery, que trazia o sobrinho dele para realizar uma cirurgia nos olhos. Mas, chegando aqui, uma das suas clientes soteropolitanas, que conheceu em Lençóis, encomendou seis pares de suas sandálias, o que adiou a sua volta a cidade de origem. Após dar início a produção dos chinelos, João das Sandálias não parou mais. Ele revela que já tem 15 anos morando e trabalhando em Salvador: “Foi uma tentativa que deu certo, vim sem propósito e consegui milhares de coisas aqui, família,<a href="http://bp0.blogger.com/_973wIKk3WZc/RhVuyk97j-I/AAAAAAAAAE0/Vp_AIgeGG-A/s1600-h/pneu+licia+santos.bmp"><span style="font-family:arial;"><img border="0" src="http://bp0.blogger.com/_973wIKk3WZc/RhVuyk97j-I/AAAAAAAAAE0/Vp_AIgeGG-A/s320/pneu+licia+santos.bmp" style="float:right;cursor:hand;margin:0 0 10px 10px;" /></span></a> amigos e um meio de sobreviver”.</p>
<p><strong>Vida de cigano </strong><br />
João das Sandálias chegou a morar por dois anos em Itapuã. Mas, logo em seguida, foi morar e trabalhar no bairro da Mouraria, local onde está até hoje. “Tenho como característica não me apegar em lugar algum, vim do Vale do Capão para cá e já morei em vários bairros. Sou um cigano”, brinca o artesão. A sua casa e também atelier fica próximo ao armarinho Lê Biscuit, na rua do Paraíso, é bem fácil de localizar, pois no portão de entrada de sua residência há um chinelão de pneu. Por ser um bairro situado no centro da cidade, o artesão confessa que se beneficia com a localização.</p>
<p align="justify">Marcelo Silva, 19 anos, morador da Mouraria, conhece João das Sandálias há sete anos. Silva conta: “Um dos meus amigos veio consertar uma sandália de marca com João. Acho o trabalho dele nota 10, velho!”. Atendendo aos mais diversos tipos de clientes, Nery já criou uma clientela fixa, que sempre volta a sua banca para comprar mais produtos e, se não compra, leva um amigo que gostou das sandálias e quer tê-las. Carlos dos Santos, 30 anos, morador do bairro de São Caetano, diz que conhece o artesão há nove anos. Entusiasmado, Carlos confessa a qualidade do produto: “As sandálias que ele faz são maravilhosas! Há sete anos uso essas aqui que tenho nos pés”.</p>
<p><strong>Orgulho </strong><br />
Satisfeito pelo reconhecimento do seu trabalho, João das Sandálias parece saber o que seus clientes pensam. Acredita em seu trabalho e fala com satisfação das coisas que já fez, enumerando as várias participações em feiras de artesanatos realizadas no Parque de Exposições de Salvador. Além de artesão, Nery já trabalhou no Museu de Tecnologia por um ano e também no Projeto Oficina de Invenção 2001, ensinando a jovens como fazer artesanato.</p>
<p>Além de produzir os chinelos de pneu, Nery fabrica cintos e bonés, e também conserta sapatos e bolsas. Ele faz as sandálias em sua própria residência e sem ajudantes. Segundo o artesão, pela experiência que vivenciou quando possuía ajudantes não ter sido agradável e recompensável, decidiu trabalhar só. No processo de fabricação das sandálias, o artesão corta primeiro o pneu que é comprado na recalchutadoura, em seguida lixa e monta os chinelos. O artesão faz de três a quatro pares por dia, cada par de sandálias leva uma hora e trinta minutos para ficar pronto e tem, no mínimo, duração de cinco anos. Os preços variam entre R$ 12, R$ 15 e R$ 18. </p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/20/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/20/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/20/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/20/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/20/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/20/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/20/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/20/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/soteropolitanosdenazare.wordpress.com/20/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdenazare.wordpress.com&amp;blog=1555243&amp;post=20&amp;subd=soteropolitanosdenazare&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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