Postado no Agosto 24, 2007 de Soteropolitanos
por Pedro Cavalcanti

Perto das 2h da madrugada, movimento incomum em torno dos 110 mil metros quadrados de espelho d’ água na avenida Vasco da Gama. Senhoras vestidas de branco carregam grandes cestas na cabeça, ocupadas por flores, alfazemas, espelhos, pentes, lenços, batons e outros itens da vaidade feminina. Alugam dois barcos: “Pai Oxalá e Mãe Janaína” e “Oxumaré”, guiados por Manoel e Marcelo, seus remadores. Vêem trazer suas oferendas à Oxum, orixá das águas doce, lagos e fontes. Esse Ritual prescede as comemorações do dois de fevereiro, dia de Yemanjá, narra Vítor Menezes Dórea, proprietário dos barcos no Dique do Tororó. Ele esclarece que primeiro é preciso oferecer na água doce, para depois então seguir para o mar. Tradição fortalecida anualmente e, segundo ele, a principal função das embarcações que, há 43 anos, estão sob os seus cuidados. Ler mais »
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Postado no Agosto 24, 2007 de Soteropolitanos
por Florence Perez
Um casarão antigo, com cheirinho de comida alemã vindo de uma cantina no porão, pianos e órgãos, discos, CDS e fitas de música clássica, aliados ao canto barroco vindo do conjunto das vozes de tenores, baixos, sopranos e contraltos. Esse pedacinho da cultura alemã e erudita pode ser encontrado no bairro na Saúde. Na cidade dos ritos afros, do samba, do axé carnavalesco, há também espaço para a música clássica. Além de sua arquitetura e ruas do Centro Histórico fazerem referência à época barroca dos séculos XVI e XVII, a cidade baiana ainda conta com o Centro Cultural Barroco na Bahia. Ler mais »
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Postado no Agosto 24, 2007 de Soteropolitanos
por Mariana Paiva
Baiana de Santo Amaro da Purificação, a escritora, compositora e professora Mabel Velloso, 70 anos, escolheu o bairro do Tororó para morar. Mabel é mais um talento do clã Velloso: irmã de Caetano e Maria Bethânia, mãe da cantora Belô Velloso, filha de dona Canô. Ler mais »
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Postado no Agosto 24, 2007 de Soteropolitanos

por Vanessa Mendes
Tranqüilidade. Como um bairro situado no centro da cidade do Salvador, mais precisamente entre a avenida Joana Angélica e Barroquinha, pode ser tão tranqüilo? Pelo menos durante o dia, há uma certa paz que só é quebrada pelo vai e vem dos carros e pedestres. Mas, ao cair da noite, há uma metamorfose completa. O cenário se transforma e a tranqüilidade se quebra por completo. Seus bares se abrem para receber o mais variado público. São trabalhadores, estudantes, funcionários públicos e empresários. Ler mais »
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Postado no Agosto 24, 2007 de Soteropolitanos
por Renata Borges
Aos 51 anos, Antonio Pereira dos Santos já pode dizer que fez de tudo um pouco, um dia. Rodoviário aposentado, “Seu Antonio” , como é chamado, teve que procurar uma outra profissão para poder sustentar seus oito filhos, virou então vendedor de ferro-velho, mas não era bem o que queria, foi vender sonho (um tipo de pão doce) descobriu assim a sua vocação: vendedor. Os negócios como vendedor de sonhos não renderam muito, por isso no limiar da crise foi vender picolé em porta de colégios e alguns bairros. A empreitada deu tão certo que Antonio vende picolé já há 25 anos. Ler mais »
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Postado no Agosto 24, 2007 de Soteropolitanos
por Patrícia Trigueiros
Capacidade, 100 mil espectadores, mas já comportou quase 110.500 pessoas. Seu tamanho, 110 metros por 75. Inaugurado em janeiro de 1951, já recebeu muitos “craques” de bola – como Pelé, Zico, Romário – e seleções importantes. Essas são algumas características de um dos maiores estádios de futebol do Brasil, o Octávio Mangabeira, situado em Salvador, na ladeira da Fonte das Pedras, no bairro de Nazaré. A Fonte Nova – como é mais conhecido – foi e continua sendo o palco de grandes clássicos, de belos lances e de grandes shows. Porém, existe um outro lado deste “gigante” que é pouco abordado publicamente. O que poucas pessoas sabem é que o estádio, além de sediar um colégio público, também comporta o “Programa Faz Atleta”, oferecendo de forma gratuita cerca de 20 práticas esportivas à população interessada. Ler mais »
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Postado no Abril 5, 2007 de Soteropolitanos

por Raphael Carneiro
Fotos: Romildo de Jesus
Já imaginou o maior símbolo de um esporte sendo barrado no templo em que se consagrou? Ou melhor, já passou por sua cabeça que um dia Edson Arantes do Nascimento, o Pelé - sim, ele mesmo, o “Rei do Futebol”, o atleta do século -, fosse barrado na porta de um estádio de futebol? Pois isso aconteceu, e aqui em Salvador, no estádio Octávio Mangabeira, a Fonte Nova.
Seria louco aquele que não permitiu a entrada de Pelé na Fonte Nova? Não. Definitivamente não. O autor dessa façanha é apenas um porteiro que se orgulha de cumprir bem duas funções (e põe bem nisso). Seu Souza, como é conhecido, tem 88 anos de vida e há 53 cuida do portão 3, aquele que dá acesso aos trabalhadores da imprensa no maior estádio de futebol do estado.
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Postado no Abril 5, 2007 de Soteropolitanos

por Renata Borges
Tido por seus fiéis moradores como o bairro mais bem localizado de Salvador, Nazaré é um bairro atípico. Sem final de linha, ele se equilibra no meio do caminho de outros bairros - o Barbalho e o centro da cidade -, mas se orgulha de possuir uma infra-estrutura que outros bairros não possuem. De lá, se pode ir aos mais diversos lugares. A pé, dá para ir a Piedade, Barris, Pelourinho, Saúde. De ônibus, basta querer chegar a qualquer lugar. Ler mais »
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Postado no Abril 5, 2007 de Soteropolitanos

por Vanessa Baldacci
Comprar o pão do café da manhã ou fazer um lanche à tarde parece uma simples atividade diária. Mas, para alguns moradores do bairro de Nazaré, essa é uma das melhores partes do dia, pois, é na padaria Panini Delicatessen que, além de encontrar salgados fresquinhos, a população local aproveita para colocar os papos em dia e acaba tornando aquele lugar em um ponto de encontro, onde as fofocas e as amizades surgem involuntariamente.
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Postado no Abril 5, 2007 de Soteropolitanos

por Lícia Santos
Há mais de 25 anos no ramo das sandálias, João Batista Nery, mais conhecido como João das Sandálias, começou a produzir os famosos chinelos de pneu a partir dos seus 14 anos de idade, Hoje, aos 39 anos, não pretende parar de fabricá-las tão cedo. É do seu trabalho manual e rotineiro, que Nery sustenta a família. Ele vive, exclusivamente, em função das produções e vendas dos chinelos de pneu. João das Sandálias é bastante reconhecido pelo trabalho de reciclagem que vem fazendo. Ler mais »
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Postado no Abril 5, 2007 de Soteropolitanos
por Mariana Paiva
“Vae este menino, nascido hoje para Roda. É filho legítimo de uma pobre viúva, que não tem nenhum recurso para cria-lo…”. Foi com bilhetes como estes que muitas crianças chegaram, no século XIX, até a Santa Casa da Misericórdia da Bahia, a primeira no Brasil a possuir uma Roda dos Expostos, local onde crianças enjeitadas eram deixadas aos cuidados da instituição. Embora alguns de seus órgãos não existam mais, a Pupileira Juracy Magalhães, a atual creche-escola, que substituiu o orfanato, se mantém em pleno funcionamento, na av. Joana Angélica, no Campo da Pólvora. Ler mais »
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Postado no Abril 5, 2007 de Soteropolitanos
por Marcelle Cirne
Ponto de ônibus, muita gente circulando, vendedores ambulantes tentando lucrar com o movimento, anunciando seus produtos aos gritos. Uma loucura. Em meio a tudo isso, uma senhora de idade, também vendedora ambulante, de baixa estatura e magra, com um chapéu de palha na cabeça, chupa um pirulito calmamente com o único dente que lhe resta na arcada inferior. Esta é Maria Bispo dos Reis, 64 anos.
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